sexta-feira, 17 de novembro de 2017

219 – ESTUDOS de ARTE

O PENSAMENTO de FRANCISCO RIO-PARDENSE de MACEDO.

SUMÁRIO
1 –  Natureza do   PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO ....2 –  Obstáculos sociais e culturais que  Francisco Rio-pardense MACEDO teve de enfrentar no cultivo e na divulgação de seu PENSAMENTO  estético ....3 – O contexto social, econômico e estético do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO  no Rio Grande do Sul. . .......4 –   a Francisco Rio-pardense MACEDO firma o seu  PENSAMENTO e colabora na formação da consciência  estética no contexto sul-rio-grandense apesar das fragilidades,  resistências  e silêncio oficial.....5 – Leituras e narrativas  estilísticas do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO......6 – O profissionalismo, a projeção e permanência   do PENSAMENTO  de Francisco Rio-pardense MACEDO.......7 – Etapas da transição do  PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO o mundo prático e empírico. ............8 -  Permanência do potencial do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO  apesar da sua ausência física, .........09 – O pensamento de Francisco Rio-pardense MACEDO introduz outras ESTRATÉGIAS  para se tornar AUTÔNOMO do MUNDO OFICIAL e assim ampliar o seu potencial do intelectual e esteta e se aproximar da lógica da livre iniciativa da ERA INDUSTRIAL. ........10 - O PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO e o seu legado institucional  . ........FONTES BIBLIOGRÁFICAS relativas ..........Francisco Rio-pardense MACEDO....FONTES BIBLIOGRÁFICAS TEÓRICAS CITADAS..........FONTES NUMÉRICAS  DIGITAIS.......
Francisco Rio-pardense Macedo (1921-2007) O aniversário de Porto Alegre – Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal de Cultura, 2004, contra capa.
Fig. 01 –   A sólida formação de engenheiro e de urbanista geraram um pensamento ativo e autoral em  Francisco Rio-pardense Macedo. Este seu PENSAMENTO - ativo e autoral - permitiu-lhe  destacar, numa rigorosa e singela moldura, aquilo que de mais profundo,  melhor, sólido e de coerente se produziu  em Artes Visuais  no Rio Grande do Sul. Este pensamento - erudito e provado - deixou registros escritos, imagens e conferencias que merecem uma atenção especial devido ao TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE. . SOCIEDADE, LUGAR e TEMPO nos quais este PENSAMENTO  foi  produzido e veiculado. PENSAMENTO produzido e veiculado no âmbito material do que lhe era possível na lógica da   ERA INDUSTRIAL, nas suas manifestações no território sul-rio-grandense.

1 –  Natureza do   PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO .

O PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense Macedo (1921-2007) está vetorizado pelas suas múltipla ações práticas  que ele exerceu como  engenheiro,  urbanista,  historiador, escritor e de arquivista,  entre outras. Nas experiências estéticas materiais das artes visuais ele também praticou o desenho e a gravura

As circunstâncias deste PENSAMENTO são aquelas da culminância da ERA INDUSTRIAL. Estas CIRCUNSTÂNCIAS estão conjugadas e se sustentam na crença no ESTADO NACIONAL no seu apogeu. Na presente postagem tenta-se conhecer, pesquisar e divulgar estas circunstâncias e as interações que  Francisco Rio-pardense Macedo desenvolveu, praticou, registou e socializou como pessoa e como agente. Este agente estava consciente de suas circunstâncias. Em 2004 teve ocasião de realizar, como erudito experimentado, uma síntese em relação à mídia da ERA INDUSTRIAL e sob o CONTROLE do CENTRALISMO ESTATAL. Foi quando declarou que: 

no Correio do Povo predominava o pensamento estético de Aldo Obino que era contra tudo aquilo que se dizia moderno. No Diário de Notícias predominava o pensamento de Ângelo Guido que ao menos era uma pessoa mais informada, do que a média. Devido à época sombria que se estava vivendo, essas matérias se limitaram a publicar os fatos sem estabelecer qualquer forma de crítica ou desenvolver um pensamento”.
Estas circunstâncias foram resumidas por Francisco Rio-pardense Macedo ao declarar que:
“sem ter possibilidade de se posicionar sobre ideias ou pensamentos próprios esses periódicos não puderam furar o bloqueio que lhes era imposto. Do lado norte-americano imperava a ordem “prendam quem fala em PAZ porque isso é coisa de comunista”[1]. Portanto eu não poderia falar da paz no meu discurso de formatura. O próprio Oscar Niemeyer não quis ler o meu discurso porque ele sabia que eu não poderia tocar em temas polêmicos nessa hora. Nesse sentido Tasso Corrêa dominava a cena pública no Instituto de Artes”.

A natureza o PENSAMENTO de  Francisco Rio-pardense Macedo teve de agir e reagir nestas circunstâncias, no âmbito deste patrulhamento ideológico intensivo e romper com as especializações compartimentados em carreiras estanques da ERA INDUSTRIAL. O seu mérito consiste em contornar  o extremo perigo de adotar um ECLETISMO[2] covarde e miméticvo. Estas razões tornam de difícil acesso a natureza deste PENSAMENTO e distinguir aquilo que lhe é próprio e único. Devido estas circunstâncias externas o seu PENSAMENTO está envolto em cápsulas políticas, sociais e técnicas. Para distinguir e achar este PENSAMENTO é necessário aceitar estes índices.  A seguir comparar ações e reações de  Francisco Rio-pardense Macedo para atingir aquilo que é contínuo e comum, próprio dele e único.


[1] - No dia 20.05.2004 Riopardense esclareceu que este pensamento era apregoado por algumas rádios americanas da época. Estas difundiam uma mensagem que, em termos gerais, dizia "se alguém bater na sua porta para falar de PAZ mandam prender este sujeito por que ele comunista".

[2] ECLETISMO que Mário de Andrade fustigava  em 1938,  na época do Estado Novo como “acomodatício e máscara de todas as covardias”. -  [in Andrade 1955, fl. 13]
ANDRADE, Mário. Curso de Filosofia e História da Arte. São Paulo: Centro    de Estudos  Folclóricos, 1955. 119
Fig. 02 –   Francisco Rio-pardense Macedo se impôs uma sólida formação de engenheiro e de urbanista. Esta formação gerou um PENSAMENTO ativo e autoral. Procurou, aceitou cedo e de forma decidida abrir caminho para este PENSAMENTO como ele declarou em 2004  Ainda estudante eu trabalhei em Esteio na construção da fábrica de cimento onde fazia a intermediação entre os projetos de um  engenheiro polonês e o trabalho dos operários. Uma dessas formas de intermediação era converter para centímetros as polegadas que constavam nas plantas do engenheiro, para que os operários pudessem ler e interpretar as suas medidas”.

2 –  Obstáculos sociais e culturais que  Francisco Rio-pardense MACEDO teve de enfrentar no cultivo e na divulgação de seu PENSAMENTO  estético.

Além do patrulhamento ideológico intensivo, subliminar e microscópico outro grande obstáculo que o PENSAMENTO de  Francisco Rio-pardense Macedo enfrentou foi o de romper as especializações compartimentados em carreiras estanques. 
Assim somavam-se obstáculos políticos, sociais com os técnicos. Nos técnicos  as culminâncias da ERA INDUSTRIAL envolveu a sua geração adulta que se dobrou à esta lógica material sem se dar conta desta heteronomia coletiva.
De outro lado é possível pensar nos saberes enciclopédicos de um Leonardo da Vinci que aliava a sua arte com a pesquisa nos mais diversos campos do saber humano.
Os rigores de uma formação de engenheiro encontrara um salutar equilíbrio na formação em Urbanismo desenvolvido no âmbito das Artes Visuais.
Nos interstícios destes dois campos distintos Francisco Rio-pardense Macedo, encontrou lugar para o Historiador da Cidade, a crônica jornalística, a prática do Arquivo como apoio logístico de suas pesquisas e as experiências estéticas  no desenho, na gravura e as materiais das artes visuais. Em todas elas ele se colocou acima da média e  se destaca dos seus concorrentes

Fig. 03 –   Logo após a sua formatura Francisco Rio-pardense Macedo foi trabalhar em Erechim[1] A sólida formação de engenheiro e de urbanista geraram um pensamento ativo e autoral em  que gerou uma preciosa moldura e destacou o que de melhor,  sólido e coerente se produziu  em Artes Visuais  no Rio Grande do Sul.

3 – O contexto social, econômico e estético do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO  no Rio Grande do Sul.

 Tanto em 1954 como em  2004  Francisco Rio-pardense Macedo defendia uma intensa formação de uma CONSCIÊNCA COLETIVA a partir de um sólida PESQUISA ESTÉTICA praticada a partir da sociedade, do lugar e do tempo concreto. Em  2004  Rio-pardense afirmava:
 comparo o Urbanismo ao jornalismo, pois o urbanista deveria ser o pluralista no estudo das aglomerações urbanas como  o jornalista deve ser plural na teia de relações e necessidades humanas. O prêmio do jornalista deveria ser intitulado de “o bolicheiro” pois essa pessoa conhece   a teia de relações e necessidades humanas que se forma na campanha ao redor de sua tenda. Um prédio, projetado por um arquiteto, denuncia e necessita de índices dos internos como aqueles externos. Na busca desses índices poderia ser feito um esforço comum entre arquiteto e o urbanista. Essas ideias defendi no Congresso de Arquitetura Brasileira que houve, em 1954, na ocasião do 4º Centenário de São Paulo. Esse texto e essas ideias foram retomadas em 2003 pelo vereador Raul Carrion que está distribuindo o meu texto de 1954 em anexo ao projeto da lei municipal que deseja dotar os prédios de  Porto Alegre com  obras de arte". 
Neste texto demonstra uma ATUALIZAÇÃO da INTELIGÊNCIA fundada  num intensa formação técnica, política, definição ideológica conhecida de todos. A sua  competência profissional inconteste e provado  em textos lastreados em arquivos e documentos obras a engenheiro, o urbanista, o historiador, o escritor e o arquivista. A sua competência estética encontra-se nas PESQUISAS do desenho, na gravura e nas experiências estéticas materiais das artes visuais expandidas para o paisagismo.



[1]um projeto de ajardinamento e revitalização da cidade foi elaborado por Riopardense de Macedo. As calçadas dos passeios, dos canteiros centrais e da Praça da Bandeira foram revestidas com mosaico português, técnica que consistia na formação de desenhos e padrões por meio do contraste entre pedras de cores diferentes. O projeto de Riopardense de Macedo conciliava as tendências europeias mais recentes com as concepções dominantes nas grandes cidades brasileiras” inhttp://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo65sn-publicacao.pdf

Fig. 04 –   Na imagem a resposta da comunidade de Cachoeira do Sul à pesquisas, textos e desenhos de Francisco Rio-pardense.  Macedo.  Assim o pensamento deste erudito seguiu as etapas da ATUALIZAÇÂO da SUA IONTELIGÊNCIA, a PESQUISA dos vestígios das Artes Visuais  no Rio Grande do Sul culmina na FORMAÇÂO de uma CONSCIÊNCIA COLETIVA propostos por Mario de Andrade[1] em 1942.

4 –   a Francisco Rio-pardense MACEDO firma o seu  PENSAMENTO e colabora na formação da consciência  estética no contexto sul-rio-grandense apesar das fragilidades,  resistências  e silêncio oficial.

Os mais humildes vestígios materiais, daqueles que moldaram a primitiva formação arquitetônica e urbanística sul-rio-grandense, eram o objeto das preocupações, pesquisas e obras de Francisco Rio-pardense Macedo O seu PENSAMENTO partiu - e tomou forma para si mesmo, e para os outros - do estudo, da pesquisa material e sistematização destes humildes e rústicos  índices materiais.
De outra parte ele praticou o desenho linear, a xilo gravura  e o recursos gráficos essenciais. Esta prática pessoal e autoral  não davam margem a uma mitificação e uma narrativa vitoriosa.


[1] ANDRADE, Mario O movimento modernista: Conferência lida no salão de Conferências da Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores do Brasil no dia 3 de abril de 1942. Rio de Janeiro :Casa do Estudante do Brasil, 1942,  p.45.

Fig. 05 –   O desenhista orientado pelo olhar e pela mente do engenheiro, do urbanista e historiador percebe na “CASA da ALDEIA de CACHOEIRA do SUL. O pensamento erudito e provado de Francisco Rio-pardense Macedo é profundamente respeitoso com as circunstâncias, as mentalidades e os recurso disponíveis para aqueles que edificaram esta CASA da ALDEIA de Cachoeira do Sul

Porém esta prática pessoal e autoral  se  não lhe  davam margem para a mitificação e uma narrativa vitoriosa. A obra e a pesquisa de Francisco Rio-pardense Macedo não tinha o menor interesse para o mercado de arte, para a academia e eram vistas com profundas reservas pelo meio oficial e estatal. Este meio exerceu  um ativo patrulhamento ideológico em vida e após o seu desaparecimento se colocou um “uma pedra em cima da sua memória”.

5 – Leituras e narrativas  estilísticas do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO.

O ponto de partida de Francisco Rio-pardense Macedo era o presente tanto nas narrativas como na busca visual. Neste seu presente buscava os parcos vestígios de um TEMPO que outros transformavam num abrigo de contos heroicos ou de intrigas sem fim e sem sentido.   
O PENSAMENTO de Rio-pardense esteve sempre orientado para as tendências ideológicas marxistas. Esta definição permitiu se colocar do lado de fora de um ecletismo que “é refúgio de todas as covardias” na concepção de Mário de Andrade.  Feita esta escolha buscou sobrepor-se às intrigas sem fim e sem sentido. O pensamento de Rio-pardense teve como referência externa os limites geográficos do espaço empírico do Rio Grande do Sul.

Fig. 06 –    O sólido vulto da CASA de REUNIÔES do FARROUPILHA na CIDADE de CAÇAPAVA do SUL - gravado por  Francisco Rio-pardense Macedo em madeira de guatambu - é índice de um tempo remoto e que resiste sob a atual luz e rede elétrica Esta acesse descritiva e visual  corresponde ao respeito pelo passado materializados nos vestígios do presente de outro lado constitui um imenso espaço para outras  pesquisas em outros domínios  e abre janelas para a imaginação

6 – O profissionalismo, a projeção e permanência   do PENSAMENTO  de Francisco Rio-pardense MACEDO.

A definição de um projeto de vida permitiu a Francisco Rio-pardense Macedo não só colocar fora do ecletismo. Mas a escolha do seu objeto de pesquisa nos limites do espaço do Rio Grande do Sul e mergulho nos documentos geraram uma logística documental muito pouco comum entre seus concorrentes. 
 A sua múltipla formação de engenheiro, de urbanista, de historiador e cronista somados as suas experiências estéticas autorias  se desenhista e a gravurista garantiram um profissionalismo exemplar. 
Evidente este saber múltiplo e fundamentado necessitava de uma produção correspondente. No exame da soma de sua produção existe uma proporção com os seus títulos que evidenciam as suas experiências estéticas autorias.
  Estas experiências estéticas são OBRAS. OBRAS que permanecem e não TRABALHOS cujo destino é  o consume e o descarte. OBRAS que estão ao abrigo de ARQUIVOS e de INSTITUIÇÕES cujo objetivo é durar por tempo indeterminado e de forma IMPESSOAL.
Na direção contrária os PROJETOS e as OBRAS de  Francisco Rio-pardense Macedo reforçam e criam sentido para estas INSTITUIÇÕES e ARQUIVOS. 
Fig. 07 –    As disciplinas e os professores responsáveis pelo CURSO de URBANISMO oferecido pelo IBA-RS N verdade era um CURSO de APERFEIÇOAMENTO e ESPECIALIZAÇÂO cujo pré-requisito era o diploma de graduação. A turma 19487-1948 era de ENGENHEIROS. Foi a primeira e única turma pois a seguir iniciou o movimento de unificação dos cursos de Arquitetura do IBA-RS e da ESCOLA de ENGENHARIA da URGS. Nesta unificação também se passou a adotar o currículo único para ARQUITETURA e URBANISMO na mesma formação;

O PENSAMENTO de Rio-pardense está suspenso, numa forma de EPOQUE e no aguardo de condições para mostrar o seu potencial. De outro lado o próprio objeto de pesquisa de  Francisco Rio-pardense Macedo sempre foi marcado pela busca do simples, do duradouro e daquilo que revela as CIRCUNSTÂNCIAS da CRIATURA HUMANA no Rio Grande do Sul. Assim nunca alimentou ideais, projetos e obras alienantes do aqui, do agora e da sociedade. Sociedade pobre, mal instruída e sem grandes alternativas de transcender estas circunstâncias das suas casas de "porta e janela" denominadas "cachorro sentado".  Qualquer mecanismo de fuga deste espaço empírico do Rio Grande do Sul seria pouco durável, personalista e perigoso.

Imagem do Arquivo Geral do Instituto de Artes da UFRGS
Da esquerda para a direita, Nelly Peixoto MartinSérgio Corrêa, Francisco Rio-pardense Macedo e Oscar Niemeyer Soares  Filho - identificados por Francisco Riopardense Macedo em 03 de fevereiro de 2004.
Fig. 08 –   Francisco Rio-pardense de Macedo declarou que o Curso de Urbanismo do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul  era um lugar muito rico em discussões para uma  época de grande repressão no espaço público. Nesse espaço público havia uma forte repressão como, por exemplo,  aquele que senti em relação ao meu discurso quando fui orador da turma. Por saber disso o próprio Oscar Niemeyer não quis ler esse discurso no dia 13 de abril de 1949. Apenas aconselhou escolher muito bem as palavras que eu iria usar.

7 – Etapas da transição do  PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO o mundo prático e empírico.

Francisco Rio-pardense Macedo teve ocasião de experimentar no mundo prático e empírico as concepções técnicas e estéticas da sua formação de engenheiro, de  urbanista e desenhista.  Uma extensa lista de etapas pelas quais ele evoluiu resumiu foram enumeradas na entrevista de 2004
Depois de formado residi dois anos em Erexim onde projetei jardins e espaços públicos para vários municípios, como três praças na cidade de Marcelino Ramos, entre elas a praça Porto Alegre e a Praça do Mercado de Passo Fundo, cujos projetos estão publicados. Nelas pude aplicar no espaço aberto as minhas concepções e dos teóricos que eu seguia.
Voltando para a capital tornei-me funcionário da Secretaria de Obras da Prefeitura na Divisão de Urbanismo de Porto Alegre. Mais tarde passei para a Secretaria de Educação de Porto Alegre onde me entreguei à organização de Arquivos, tendo assinado a minha carteira como do 1º arquivista concedida pela Associação de Arquivistas do Brasil.
Neli Peixoto Martins [1],  foi trabalhar na Universidade. Sérgio Corrêa trabalhou na Petrobrás”.

Esta base material de sua experiência empírica fundamentou as suas pesquisas e publicações no campo da História, da crônica jornalística e da Arquivologia.  A estes campos somaram-se as experiências estéticas como do Desenho, da Gravura e materiais das artes visuais.
Porém isto não se passou num espaço político e ideológico neutro. Francisco Rio-pardense Macedo narrou, em 2004, que
Então, nessa época, tínhamos de nos valer das casas de amigos, como a casa de Vasco Prado. Ele morava na rua da Margem (João Alfredo). Nós íamos para lá um após outro e tínhamos de sair um depois do outro sem nos encontrar na rua, senão a polícia tinha ordem de nos prender. Assim reuníamos ali Demétrio Ribeiro, Jorge Amado, mas tínhamos de cuidar para sair um após outro com grandes intervalos. Eu pertencia à célula Frei Caneca e que atuava pelo centro de Porto Alegre e se encarregava da agitação e da discussão”.


[1] Nelly Peixoto atou no grupo nomedao por Ildo Menegheti para impantara o jardim Botânico de Porto Alegre http://clicpetropolis.com.br/jardim_botanico.htm 
Revista HORIZONTE out.-nov. 1952 ano 2 nº 9 – capa -  Imagem digital fornecida por Cícero Alvarez . Acervo de Maximiliano FAYET
Fig. 09 -  A xilogravura acima permite nos entrever uma reunião na casa do  artista plástico Vasco Prado.  Era o ambiente do grupo que mantinha a Revista Horizonte e do qual participavam os integrantes do Clube da Gravura. Francisco Rio-pardense de Macedo assimilou neste ambiente a técnica e o sentido da xilogravura além de reforçar as suas convicções ideológicas.

Evidente que Rio-pardense de MACEDO estava consciente de que ele estava indo contra um sistema cujo único argumento era “NÂO MUDAR” mesmo que este sistema estivesse calcado sobre o mais puro e absoluto colonialismo e servidão. Ele se manteve fiel a esta linha até o final de sua existência física.

8 -  Permanência do potencial do PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO  apesar da sua ausência física,.

O PENSAMENTO de  Francisco Rio-pardense Macedo permanece na sua obra. Evidente que novas narrativas, outas bases materiais e concepções estéticas, técnicas e conceituais militam e buscam um lugar ao Sol no estreito espaço cultural sul-rio-grandense. Assim estas outras concepções promovem a “queima de etapas”, desqualificam e põe a prova os PENSAMENTOS e as OBRAS daqueles que os precederam no cenário onde buscam a sua afirmação. 
   Francisco Rio-pardense Macedo sabia e tinha experimentado a GUERRA das IDEIAS, das DESQUALIFICAÇÕES RECÍPROCAS e dos SILENCIOS IMPOSTOS como quando declarou que “nem os jornais nem os jornalistas queriam se comprometer de uma forma ostensiva a favor de um ou outro lado. Diante disso predominou a política de simplesmente dar a notícia e não assinar”. A estratégia usada - para obter um silêncio obsequioso  -  foi semelhante ao abafamento da repercussão do  discurso que ele pronunciou na formatura do curso de Urbanismo do IBA-RS. Em 2004  Francisco Rio-pardense Macedo declarou que  devido à época e aos interesses, ali em confronto, se colocou uma pedra em cima desse evento. Assim não houve repercussões posteriores ao fato, nem registros e muito menos estudos”.
Lutas normais e das quais ele estava, não só consciente, mas preparado tecnicamente pela sua ação profissional de arquivista. Neste campo profissional foi o destinatário e portador e posse da carteira número 1º arquivista concedida pela Associação de Arquivistas do Brasil.

Fig. 10 –   Não faltam fontes para conhecimento, o cultivo e a sensibilidade para a lógica do PENSAMENTO do historiador e do arquivista Francisco Rio-pardense Macedo. Ele praticou as competências do historiado nos limites da circunscrição aos temas de seu lugar, de sua sociedade na tentativa trazê-la para o seu presente. As potencialidades da HISTÒRIA são inesgotáveis Ela  SEMPRE constitui uma NARRATIVA oral, escrita e visual  feita no presente. Evidente que esta abertura abre imensas brechas e espaços para a sua corrupção quando tratados por MEDIATICOS vulgares, inconsequentes e barulhentos. 
09 – O pensamento de Francisco Rio-pardense MACEDO introduz outras ESTRATÉGIAS  para se tornar AUTÔNOMO do MUNDO OFICIAL e assim ampliar o seu potencial do intelectual e esteta e se aproximar da lógica da livre iniciativa da ERA INDUSTRIAL.

Os campos nos Francisco Rio-pardense Macedo praticou as suas pesquisas como engenheiro, urbanista,  historiador, cronista  e arquivista e  suas  experiências estéticas o desenho, a gravura foram forçadas, às vezes, a se separarem. Esta separação era consequência das injunções da lógica da ERA INDUSTRIAL que impunha especializações diferenciadoras. O PENSAMENTO Francisco Rio-pardense Macedo mantinha a comunicação entre estes campos indo de BAIXO para CIMA, do fundamento para a cumeeira...
No sentido contrário a História sul-rio-grandense e brasileira foi violentada e forçada a se centralizar sendo dominada de CIMA para BAIXO. O  centralismo colonialista forçado dominou os três séculos iniciais da História do Brasil e do Rio Grande do Sul. Nestes séculos a cidadania individual era inteiramente ignorado nas narrativas escritas e visuais. Os súditos e escravos  estavam presentes apenas numericamente. Tão somente reis e bispos possuíam direito à imagem como forma de poder. As narrativas são as militares centradas nos comandantes das capitanias e dos exércitos.
Nestas circunstâncias são fundamentais os vestígios materiais dos prédios e das edificações religiosas. Na falta de narrativas escritas e visuais estes humildes prédios e  edificações  -  desprovidos de qualquer atrativo espetacular -  constituem índices materiais para o PENSAMENTO e a PRÀTICA de Francisco Rio-pardense Macedo Índices para os quais é necessário criar estratégias de pesquisa deste TEMPO, LUGAR e SOCIEDADE dos quais eles provém.
Evidente que neste ponto não é possível adiantar fantasias, seguir caprichos intelectuais ou gerar intrigas inexistentes. O PENSAMENTO necessita gerar estratégias nas quais os índices materiais  e as atuais narrativas fazem sentido e um seja reversível ao outro. 
Assim os registros desenhados e gravados por Francisco Rio-pardense Macedo - a partir destes vestígios em ruina e se decompondo sob a sua idade e do tempo - fazem todo o sentido. Vestígios anteriores a ERA INDUSTRIAL  e carentes dos atrativos do marketing e da propaganda impostos por esta lógica material. O turismo, as reportagens de mídias sofisticadas e nem mesmo as teses, comunicações acadêmicas  possuem o menor sentido e utilidades para estes vestígios em ruina e se decompondo sob a sua idade e do tempo.

Fig. 11 –   As frágeis, pobres e precárias edificações públicas e especialmente as particulares são índices de mentalidades, necessidades e práticas radicalmente diferentes da ERA INDUSTRIAL e especialmente da ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL. Certamente um dos grandes méritos das pesquisas de Francisco Rio-pardense Macedo foi o de tirar os antolhos conceituais e ideológicos que filtram os índices que restaram do período colonial sul-rio-grandense. Nem é produtivo retornar para as Ilhas Açores. Estas sim são vulcânicas, estreitas e pedidas no meio do Oceano Atlântico. O imigrante açoriano encontrou uma terra estável e imensa na qual ele podia praticar um nomadismo absolutamente impossível na sua origem.   A sólida formação de engenheiro e de urbanista Francisco Rio-pardense Macedo permitiu concentrar- o seu pensamento ativo e autoral nesta realidade material  sem desconheceu ou negar o mundo imaterial que continuava ativo na nova terra.

No sentido contrário este mundo, em migalhas, estava buscando novas conexões coerente com a ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL na qual está em curso em 2017 a lógica e  a ação em rede.
 Francisco Rio-pardense Macedo apesar de não ter atingido esta lógica e ação em rede, pode ser visto e considerado  como um pioneiro nesta fronteira da atual  PESQUISA ESTÉTICA, TÉCNICA e CONCEITUAL que busca o seu lugar e sentido na rede mundial.

10 - O PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense MACEDO e o seu legado institucional

 O historiador e arquivista Francisco Rio-pardense Macedo estava bem consciente da entropia, descarte e da fragilidade das narrativas e do pouco interesse numa memória na qual  os seus agentes vão longe no tempo. Assim anotou e publicou (2004, p.10) que:
porto alegrenses da nossa geração, poucos se lembram, outros haviam esquecido importantes detalhes. Os jovens nem sabem do ocorrido; recuperar a História é recuperar nós mesmos. É o que estamos fazendo. Trinta anos discutindo em torno de uma data. Mais do que o dobro escrevendo sobre os trinta anos, e somando-se a essas dezenas muitas outras, de pessoas comentando e registrando e debatendo. É esta a história que aqui se conta de escolha da data  da Fundação de Porto Alegre[1]. Futilidade, dirão, mas quem poderá negar a seriedade dela, quando se trata de matéria vinculada ao espaço em que se vive
Neste texto o historiador e arquivista Francisco Rio-pardense Macedo soma argumentos originários dos vetores da SOCIEDADE, do ESPAÇO geográfico e do TEMPO para evidenciar e fundamentar o seu PENSAMENTO.



[1] Francisco Rio-pardense Macedo (1921-2007) O aniversário de Porto Alegre – Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal de Cultura,  2004, p. 10.
RIO PARDO, A ARQUITETURA FALA DA HISTÓRIA. Edição: Sulina e IEL, Porto Alegre/ 1972. https://www.traca.com.br/livro/602521/
Fig. 12 –   Rio Pardo foi uma das urbanizações, edificações, monumentos e objetos matérias de memória a quem Francisco Rio-pardense Macedo deu mais atenção. Os vestígios do passado desta urbanização comandada pela coroa lusitana e a subsequente chegada dos açorianos foram intensa e seriamente pesquisados, registrado e, na medida do possível, socializados e publicados por ele


Assim o PENSAMENTO,  que conduz as PESQUISAS do historiador e arquivista Francisco Rio-pardense Macedo, está muito distante dos PSEUDO HISTORIADORES. Estes MIDIATICOS vulgares, inconsequentes e barulhentos estão em busca desesperada por FATOS PONTUAIS nos quais percebem MOTIVOS, TEMAS e INTRIGAS que lhes podem render dividendos. Dividendos de uma MÍDIA que precisa vencer as concorrentes por qualquer forma, meio e argumento. Vencer gerando as narrativas as mais insólitas e jamais reversíveis às circunstâncias dos FATOS PONTUAIS. CIRCUNSTÂNCIAS e FATOS que os INTRIGANTES deturpam e transformam em troféus pessoais e rentáveis.  NÃO SÃO OS FATOS do SEU PASSADO que deve envergonhar os porto-alegrenses, mas como estes FATOS PONTUAIS são tratados após caírem no domínio de MEDIATICOS vulgares, inconsequentes e barulhentos. Certamente Porto Alegre jamais foi destruído por um VULGÂO a não ser na mente destes MIDIÁTICOS vulgares, inconsequentes e barulhentos. Espera-se que a HISTÓRIA de PORTO ALEGRE também não seja esquartejada, deturpada e transformada em troféus pessoais e rentáveis  para estes MIDIÁTICOS sempre de plantão.
O antidoto para este perigo é o conhecimento, o cultivo e a sensibilidade para a lógica do PENSAMENTO do historiador e do arquivista Francisco Rio-pardense Macedo.  Certamente que o seu PENSAMENTO está muito distante de um “mainstream[1] daqueles e daquilo que flui como dominante no interior das academias, das instituições e do mercado  cultural. Este PENSAMENTO autoral representa um desafio para todo aquele que quiser seguir a senda aberta por ele.
Na contramão deste “mainstream” houve pessoas, instituições e governos pontuais que reconheceram, valorizaram e socializaram o seu PENSAMENTO, OBRA e LEGADO. Conforme as suas  declarações, de 2004, isto aconteceu quando: 
apesar disso e as autoridades conhecendo a minha posição, fui recentemente homenageado pela Brigada Militar, com o meu trabalho sobre a arquitetura açoriana, enquanto Günter Weimer foi homenageado pelo estudo da arquitetura alemã. Achei isso um grande progresso”.
Numa percepção conceitual ampla e panorâmica o PENSAMENTO de Francisco Rio-pardense Macedo atravessou -  e foi marcado por - TESES, ANTITESES e SÌNTESES. A tarefa que se apresenta para a nova geração e questionar esta SÌNTESE com novas TESES e ANTITESES. “A TESE é  uma suposição em conflito com a opinião geral na concepção de Aristóteles[2]. O imenso legado desta arquivista, historiador, artista,  cronista, urbanista e engenheiro promete muito material logístico para esta tarefa.

 Na conclusão desta postagem é necessário declarar que o articulista agradece a ajuda qualificada de quem participou nas duas entrevistas pessoais Francisco Rio-pardense Macedo.  As perguntas foram realizadas em duas etapas. A 1ª foi realizada no dia 03 de fevereiro de 2004, das 16h30min até 17 h30min, no apartamento nº 1501 do Condomínio Instituto Histórico Geográfico da Rua República - Porto Alegre – RS. acompanhada pela sua esposa Maria Leda Macedo e pelo estudante Fabiano Mesquita Padão da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Esta matéria foi remetida ao entrevistado no dia 14 de maio de 2004 para conhecimento e eventuais correções. Numa 2ª visita, no dia 20 de maio de 2004, entre 14h00 e 18h00, Francisco Rio-pardense  fez observações em relação aos apontamentos iniciais, os corrigiu e os completou sob a supervisão da Profª Maria Leda e posteriormente com a presença do filho e advogado Sérgio Macedo.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Mario O movimento modernista: Conferência lida no salão de Conferências da Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores do Brasil no dia 3 de abril de 1942. Rio de Janeiro :Casa do Estudante do Brasil, 1942,  p.45.
--------- Curso de Filosofia e História da Arte. São Paulo: Centro    de Estudos  Folclóricos, 1955. 119fls.

MACEDO., Francisco Rio-pardense de (1921-2007).  A Arquitetura no Rio Grande do Sul . in  RIOGRANDE do SUL: Terra e Povo. Porto Alegre : Globo 1964
---------------Porto Alegre: história e vida da cidade. Porto Alegre : UFRGS, 241p.
________. Porto Alegre: aspectos culturais. Porto Alegre : SMED/Div. De  Cultura, 1982, 122 p.
-------------- O aniversário de Porto Alegre – Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal de Cultura, 2004, 172 p

Outros LIVROS  PUBLICADOS por 
Francisco Rio-pardense MACEDO 1921-2007)
----REMBRANDT- (Prêmio Concurso Nacional-Instituto Cultural Brasil Holanda, São Paulo/1956) Edição: Centro Acadêmico da Fac. de Arquitetura da UFRGS/1961.
-----ESTUDO PLÁSTICO da VEGETAÇÃO.1º edição: Centro Acad. da Faculdade de Arquit.  UFRGS/1961 2ºedição: Universidade Federal de Santa Maria/1977.
----PLANEJAMENTO RURAL Edição: Centro Acad. da Fac. de Arquitetura da UFRGS/1961
-----ESPAÇOS URBANOS Edição: Idem/1964.
                                                                                                                                                   
---- PORTO ALEGRE, ORIGEM E CRESCIMENTO. 1° edição: Sulina/1969.
                                                                                      
-----DIÁRIO ESCOLAR. Editora: Rottermund Editor/1971
-----AS CRIANÇAS DESCOBREM A HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL.. Editora; Riogradelê, Porto Alegre/ 1972
----BI-CENTENÁRIO DA CÃMARA DE PORTO ALEGRE/1773-1973. Edição: Câmara de Vereadores de Porto Alegre/1973.
----RIO PARDO, A ARQUITETURA FALA DA HISTÓRIA. Edição: Sulina e IEL, Porto Alegre/ 1972.
----PORTO ALEGRE, HISTÓRIA E VIDA DA CIDADE. Edição: Editora da Universidade/ UFRGS/1973.
------HIPÓLITO JOSÉ DA  COSTA E O UNIVERSO DA LIBERDADE. (Prêmio Nacional Associação Rio-grandense de Imprensa) Editora: Sulina, Porto Alegre/1975
-----INGLESES NO RIO GRANDE DO SUL. (Monografia premiada Biênio da Imigração/RS) Editora: A Nação/1975
-----O SOLAR DO ALMIRANTE ( Iº Prêmio Concurso Nacional/FUNARTE/RJ) Editora: da Universidade da UFRGS e Instituto Estadual do Livro/1980.
------PORTO ALEGRE ASPÉCTOS CULTURAIS. Edição Prefeitura municipal de Porto Alegre, Plano Editorial/1982
-----OS MENORES ABANDONADOS  E O PADRE CACIQUE DE BARROS. Edição: Assessoria de Divulgação da FEBEM, Porto Alegre/1982
                                                                                  
-----A ARQUITETURA NO BRASIL E ARAUJO PORTO ALEGRE. Editora da Universidade UFRGS e CREA/1984
                                                                                                                                                   
-----BENTO GONÇALES (Coleção Grandes Políticos) 1º edição; Instituto Estadual do Livro, Porto Alegre/1990 2º edição: Idem/ 1996
-----DA ABDICAÇÃO A ASSEMBLÉIA Legislativa. Edição: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Conselho de Desenvolvimento Cultural/ CODEC/1989.
      
-------ROSSETTI e a IMPRENSA FARROUPILHA Edição; Gov. do Estado do Rio Grande do Sul/ CODEC/ 1990
-----O ENSINO DAS PRIMEIRAS LETRAS NA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE. Edição: Idem/1989.
------BENTO GONÇALVES ATRAVÉS DAS PROCLAMAÇÕES. Edição; Idem/ 1989
---IPERTINÊCIAS DE UM AUTOR EM CRISE. Edição: UNICAMP/Bagé/ 1989
------HISTÓRIA DAS PROFISSÕES DA ÁREA TECNOLÓGICA NO RIO GRANDE DO SUL Edição do CREA/RS/1993
-----IMPRESA FARROUPILHA Edição: EDIPUCRS e IEL, Porto Alegre/1994
------HISTÓRIA DE PORTO ALEGRE. 1º Edição: Editora da Universidade UFRGS/1993 2º Edição: Idem/ 1998
-------PORTO ALEGRE, Origem e Crescimento 2º edição revisada e ampliada Unidade Editorial – Pref. Municipal de P. Alegre/1999
                                                                         
------DIÁRIO DE UM CONFLITO  Antologia e índice por assunto de O NOTICIADOR – Edições do Ano de 1933. Editora da Universidade Federal de Rio Grande- (2003)
--------O ANIVERSÁRIO DE PORTO ALEGRE Edição – Unidade Editorial, da Secretaria  Municipal de Cultura/POA/200
ARTIGOS e CRÔNICAS
RIOPARDENSE de MACEDO, Francisco.  «30o Aniversário do Ensino de Arquitetura no  Rio Grande do Sul : O Primeiro Curso de Arquitetura» série in Correio do Povo: Porto Alegre, Nov até dez 1974.

FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS
+

OBRAS na PINACOTECA ALDO LOCATELLI

CACHOEIRA a casa da Aldeia
ESTEIO Fábrica de CIMENTO

ERECHIM
MACEDO, F. R. de. A folha e a pedra. A Voz da Serra, Erechim, 23 set. 1951.
ERECHIM Projeto ORIGINAL de TORRES GONÇALVES
Carlos TORRES GONÇALES 

Arquitetura Açoriana
Porto Alegre

ENTREVISTA, em 2004,  com RIOPARDENSE MACEDO em RELAÇÂO à OSCAR NIEMEYER como  PARANIFO da 1ª Turma de URBANISTAS do BRASIL

Postagens relativas a OSCAR NIEMEYER em PORTO ALEGRE



[1] MAINSTREAM - https://www.significados.com.br/mainstream/
[2] A tese é uma suposição em conflito com a opinião geral”.    Aristóteles - Tópicos I - 11

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