quinta-feira, 4 de março de 2010

CENTENÁRIO da ESCOLA de ARTES do IA-UFRGS 04

Fig. 01- Antigo prédio Instituto, alugado em 1909, ampliado em 1913 com mais um andar e demolido em 1941

Porto Alegre rua Senhor dos Passos nº 58, depois de 1928, nº 248




04 – O sentido do currículo da Escola de Artes e as sementes de um sistema de Artes Plásticas no Estado do Rio Grande do Sul.



"Defender a dignidade do artista e das práticas sociais das artes, elevando-as à sua
verdadeira condição de criadores de pensamento, de atividades intelectuais especializadamente profissionais, capazes, portanto, de afirmar a sua autonomia
seu ambiente de competência, sem submeter-se a outras instâncias de reconhecimento do que a do seu próprio círculo de autoridade”.

Scarinci, 1982, p.192[1].

Na consulta aos memorandos e aos relatórios de Libindo, pode-se verificar aquilo que efetivamente era possível, nessa época, no espaço de Porto Alegre para as Artes Plásticas, dentro das regras culturais dadas. O Arquivo Geral do IA-UFRGS possui um conjunto de documentos produzidos por Libindo Ferrás que registram o que significou a implantação da Escola de Artes no interior do ILBA-RS. Estes relatórios, além de registrar a versão da sua obra administrativa, são incontornáveis no registro das sementes da institucionalização do campo das artes plásticas em Porto Alegre. Destacam-se, de forma particular, os relatórios ao Presidente do Instituto que iniciam em 1912, quando a EA estava no seu terceiro ano de existência e com turmas de estudantes com três adiantamentos diferentes. Os relatórios fluíram regularmente até 1925. Neles torna-se possível auscultar várias iniciativas da EA para desencadear o suprimento de novas potencialidades para a emergência do sistema das Artes Plásticas dessa época em Porto Alegre. De posse desses documentos, também é possível estabelecer o contraditório, sentir e avaliar a estreiteza desse ambiente início, no século vinte, para as Artes Plásticas em Porto
Alegre.

Uma vez iniciada a prática do ensino das Artes Plásticas, dentro das normas da CC-ILBA-RS, Libindo adotou uma lógica formal capaz de viver criticamente as possibilidades locais e sem ambição de destacar nomes e carreiras de alunos individuais.




[1] - SCARINCI, Carlos. A gravura no Rio Grande do Sul (1900-1980). Porto Alegre : Mercado Aberto, 1982. 224p. + il. col.



Fig. 02- Aula de desenho de Modelo Vivo na Escola de Artes

O ensino da arte, centrado no Desenho, levava o aprendiz a conviver com a abstração das formas transpostas no que os artistas do Renascimento nomeavam ‘disegnio’, ou seja, a capacidade de designar ou nomear as formas plásticas no plano ideal, universal e chegando às raias do religioso[1]. Essa proposta e organização modelavam o comportamento e capacitavam o estudante para a previsibilidade mental dos resultados que ele desejava e podia alcançar em diversas técnicas práticas das artes visuais e plásticas. Assim, o espaço didático que Libindo construiu foi o espaço do Desenho. Ele escolheu para si mesmo e lecionou as disciplinas de Desenho Geométrico[2], Perspectiva e Sombras e Desenho de Anatomia Artística[3]. Nessa última cadeira, o seu irmão, o médico Diogo Ferrás[4], constituía banca[5], ao seu lado, no final de ano. Libindo remetia para os outros professores[6] as diversas disciplinas de Desenho Figurado (máscaras, bustos, estátua e modelo vivo)[7].





[1] - Segundo Pevsner (1982, p. 53) os artistas da época de Miguel Ângelo qualificavam o ‘disegno’como ‘ún signo de dio in noi’.


[2] - ILBA: Sala de ensino de Desenho geométrico – Ferrás 1928. TESE ORIGEM do INSTITUTO de ARTES- IMAGENS. -.


[3] - Sala de ensino de anatomia artística – Ferrás 1928. TESE- IMAGENS. -.

[4] - Informação de Cristina Balbão.


[5] - Verificar no quadro dos anexos os nomes, disciplinas e os adiantamentos nos quais atuaram esses examinadores.


[6] - IBA: Sala de aula de modelo vivo - Pelichek..


[7] - Curso Preparatório da Escola de Artes, Curso Preparatório da Escola de Artes, Curso Preparatório da Escola de Artes e Curso Preparatório da Escola de Artes com máscaras de gesso.

Fig. 03- Cartaz da exposição da ESCOLA DE ARTES de 1923

Ele organizava, convidava e fazia parte das bancas e as exposições anuais , além da sua atividade diária, desempenhava os papéis de Conservador do prédio e de consultor das aquisições dos quadros para a Pinacoteca do ILBA-RS. Os seus estudantes formavam uma frágil base cultural, apenas suficiente para agir individualmente no espaço cultural regional da época, em especial na reprodução educacional[1]

Nos relatórios de Libindo Ferrás, acompanha-se a circulação de docentes de artes plásticas em Porto Alegre e que passavam pela EA. Libindo solicitou abrir concurso para professor de Desenho, já no ano de 1912. No ano escolar de 1913, ele contou com o seu primeiro ajudante na Escola, que era o pintor italiano Miro da Gasparello[2], de passagem pelo estado. Em 1914, não foi positiva a experiência com uma monitora, a aluna Percila Pibernat Pedra[3] , que foi nomeada para esse cargo no dia 14 de abril. Na metade do ano ela pediu demissão do cargo.

Para substituí-la e ajudar a atender os 24 alunos matriculados na Escola, Libindo conseguiu uma colaboração gratuita e espontânea de Oscar Boeira. Esse passou a ser responsável pela disciplina de Desenho Figurado. No ano de 1916, a Escola de Artes recebeu a visita do professor Lucílio de Albuquerque[4], da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Ele se ofereceu para intermediar com Eduardo de Sá, também docente da ENBA, a remessa de materiais, em especial modelos de gesso. Esse as prometeu para janeiro de 1917. Nesse ano, Libindo conseguiu a vinda do pintor rio-grandino Augusto Luis de Freitas[5]. O ano escolar de 1918 teve de ser interrompido abruptamente no dia 28 de outubro, pelas autoridades sanitárias, devido à gripe espanhola. Como Freitas havia retornado à Europa, Oscar Boeira retomou as suas aulas na Escola de Artes no início do ano letivo no dia 17 de março de 1919. No seu lugar foi nomeado Eugênio Latour[6] no dia 01 de maio e começou a lecionar a partir do dia 12 de maio, inclusive o curso noturno. Latour solicitou a Libindo que lecionasse Geometria e Perspectiva e Sombras também para o noturno. As bancas do final do ano escolar de 1919 foram compostas por Eduardo de Sá e Eugênio Latour. Esse retornou ao Rio de Janeiro no dia 30 de novembro de 1919. No relatório de 1920 Libindo Ferrás registrava que Eugênio Latour esteve aqui por motivo de saúde.

- “Só mesmo por um acaso (como aconteceu com os professores Augusto Luis de Freitas que aqui estiveram, o primeiro para tratar de obter um favor do Governo do Estado e o segundo por motivo de saúde) poderia ter a Escola conseguido achar quem se sujeitasse a tomar conta – com taes honorarios – de uma aula da natureza dessa que exige, pelo menos três horas de trabalho diarias”.

As diversas visitas de Pedro Weingärtner à Escola foram marcantes para o ano de 1920. Ele deu sugestões, fez demonstrações ao curso superior e participou das bancas do final do ano[7].




[1] - O pesquisador, apesar de conhecer esta fragilidade, sentiu a permanência das aulas de Libindo Ferrás no repertório e na metodologia dos seus alunos. Como um depoimento pessoal o pesquisador registra que foi aluno em 1963, após a conclusão do seu curso de graduação em Desenho no Instituto de Artes, do Curso de Licenciatura do Curso de Educação da Faculdade de Filosofia da UFRGS . Ali encontrou Olga Paraguassu em plena atividade. Ela havia sido uma discípula de Libindo e de Francis Pelichek no início da década de 30. Foi uma das fundadoras, junto com Graciema Pacheco, do Colégio de Aplicação da UFRGS, onde ela adotou a metodologia de Libindo. Essas aulas foram de um proveito imenso na capacitação de alguém carente de uma sistematização para transmitir em sala de aula a cultura básica de um projeto de educação institucional a partir da arte. Elas criaram as bases de um planejamento contratual desse projeto, de uma metodologia de execução e uma avaliação do contrato. Despertaram as motivações e as razões para estender um traçado no planejamento, na indução de um processo a partir dos conhecimentos eruditos já adquiridos na graduação em artes plásticas. Entre os colegas do Curso de Licenciatura estava Joaquim José Felizardo que não cansava de elogiar a metodologia de Olga Paraguassu no Colégio Júlio de Castilhos, onde Felizardo foi aluno de Desenho da Prof.a Olga.

[2] Esse recebeu grandes elogios de Libindo e que aguardava para que esse pintor pudesse continuar na Escola no ano seguinte. No relatório do ano de 1914 Libindo lamentava a retorno para a Europa de Miro da Gasparello onde pereceu, em 1915, como soldado da 1a Guerra Mundial. In: . {148GAL} Galeria do IBA: arte rio-grandense do passado ao presente, 1961, 24 p. Ver também FRANCESCO, José de Reminiscências de um artista . Porto Alegre : s/editora. 1961.

[3] - Haveria parentesco com Palmyra Pibernat Pedra que é destacada como promessa brasileira em 1927 por Angyone Costa no seu livro ‘A Inquietaçção das Abelhas (Costa, 1927: 22).e cujas obras são nomeadas no catálogo da Salão Nacional da ENBA de 1931’?http://www.jobim.org/lucioxmlui/browse?rpp=20&order=ASC&sort_by=-1&value=Manoel+Bas+Domenech&etal=-1&type=subject&starts_with=M


[4] - Certamente a presença de Lucílio envolveu o contrato do painel em tela maruflada que está na escadaria do Instituto de Educação, junto aos dois painéis de A.L. Freitas e que inicialmente eram destinados ao palácio do Governo do estado.


[5] - Relatório de Libindo Ferrás a Olinto de Oliveira. No seu relatório do dia 20 de dezembro precisou a data 17 de junho na qual o pintor Augusto de Freitas assumiu a cadeira de Desenho Figurado e Pintura. Substitui assim Oscar Boeira. No dia 17 de setembro de 1917 iniciaram as aulas do curso noturno gratuito. Em 1918 Augusto Luis de Freitas lecionava Desenho Figurado nas manhãs das 2ªs, 4ª e 6ª das 08h30min até às 9h30min. Nos mesmos dias assumiu o curso noturno das 19h30min até 21h30min. Libindo lecionava Desenho Geométrico, Perspectiva-Sombras e Anatomia Artística em todos os dias da semana, nas manhãs, tardes e sábado até às 16h30min.


[6] - Eugênio Latour era pintor brasileiro que havia participado com outros artistas da decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turin em 1911. Nesse grupo estava Carlos Oswald cuja filha Maria Isabel reconstruiu (2000, p.65) o grupo e onde “Carlos reuniu-se ao que havia de mais representativo na arte brasileira de então. Pintores, além dele, havia sido convidado os irmãos Carlos e Rodolfo Chembelland, João e Artur Timóteo da Costa, Lucílio de Albuquerque, Eugênio Latour, Leopoldoa Gottuzzo e Manuel Madruga; o grupo incluía ainda outros artistas, como o escultor Eduardo Sá e o arquiteto Correia Lima”. Alguns deles passarão na Escola de Artes do ILBA durante a 1a Guerra Mundial. In MONTEIRO, Maria Isabel Oswald. Carlos Oswald (1882-1971): pintor da luz e dos reflexos. Rio de Janeiro: Casa Jorge, 2000. 229 p.

[7] - No curso noturno de 1920 o Desenho Figurado da EA era ministrado nas 3ªs e sábados das 19h30min até às 21h30min pelo ex-aluno Francisco Bellanca, formado em 1919. Libindo lecionava, no mesmo horário as 4ªs e 6ª feiras, as disciplinas de Desenho Geométrico e Perspectiva Linear.

Fig. 04 Francisco BELLANCA em 1925

Revista MÁSCARA. Porto Alegre, Ano 7, Nº 7, jun. 1925 – Salão de Outono

Francisco Bellanca, formando da EA em 1919, a partir dessa data ocupou o cargo de professor até 1922, quando iniciou sua carreira de desenhista na prefeitura municipal de Porto Alegre[1].

O pintor Francis Pelichek[2] ingressou na Escola no dia 16 de abril de 1922. Libindo elogiou o seu trabalho no final do ano e fez um ótimo prognóstico sobre o futuro desse professor[3]. De fato Pelichek permaneceu na docência da Escola até ao seu falecimento em 01.08.1937.

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ARQUIVO GERAL do INSTITUTO de ARTES, Prédio da antiga Faculdade de Medicina – CAMPUS CENTRAL – UFRGS Contato Fone: (0xx51) 3308 3391 E-mail: ahia@ufrgs.br


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Acesse aqui a página da Biblioteca do Instituto de Artes da UFRGS para obter mais informações sobre o acervo, regulamentos, normas técnicas, tutoriais e serviços.

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Acervo emhttp://www6.ufrgs.br/acervoartes/modules/mastop_publish/





[1] - As obras mais divulgadas de Francisco Bellanca são os seus desenhos dos escudos dos municípios de Porto Alegre, - obra que seguiu as indicações heráldicas de Walter Spalding - e de Passo Fundo que constam em todos os documentos oficiais dos dois municípios

[2] 1922 Relatório de Marinho Chaves para CC-ILBA-RS. Segundo esse relatório em 1922 os três docentes (Libindo, Pelichek e Bellanca) da Escola receberam 11:104$700. enquanto isso, os onze docentes do Conservatório, receberam a soma anual 34:479$799 da receita do Instituto do total de 94:156$763. Para esses gastos o Presidente conseguiu elevar a dotação estadual de 30:000$000 para 40:000$000. Do Município conseguiu 12:500$000 em três parcelas. As matrículas renderam 19:339$600. O dólar (Us$) estava sendo vendido nesse ano de 1922 por 7$740. Isso representaria aproximadamente Us$ 1.428 anuais para os três docentes. Cabendo a cada um aproximadamente Us$ 40 (quarenta dólares) mensais.

[3] - “Pelichek prestou excelentes serviços à Escola, revelando-se um profissional competente, zeloso e trabalhado.
No proximo exericio esse professor poderá prestar optimos serviços ao Instituto
”. Libindo, Relatório de 1922

quarta-feira, 3 de março de 2010

CENTENÁRIO da ESCOLA de ARTES do IA-UFRGS 03

Fig. 01 – Entrada do Instituto de Belas Artes com as duas estátuas adquiridas em 1910 para modelos da Escola de Artes
(ver Relatório 1909-1912 de Olinto de Oliveira)


03. – A organização interna da Escola de Artes.


O que constitui a pessoa jurídica em associação do tipo da nossa, não é propriamente o conjunto dos sócios; é antes o seu patrimônio, o qual no caso ocorrente, será formado pelas doações e liberalidades das pessoas que verdadeiramente se interessem pelo desenvolvimento das artes entre nós”.

(Livro de Atas nº I f. 3v da Comissão Central do Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul Ata de 01.05.1908.).



Apesar de Libindo Ferrás não ter conseguido organizar uma Escola de Artes populosa e massiva, como o Conservatório de Música do Instituto[1], em contrapartida manteve uma coerência administrativa e um contínuo interno e contra todas as circunstâncias adversas internas como externas à instituição. Esta coerência administrativa continuada, gerou uma passagem, em 1936, sem rupturas, entre a Escola de Artes para o Curso Superior de Artes Plásticas, no paradigma que sustentava a emergente universidade brasileira. Este Curso Superior permitiu, em 1970, a passagem para o Departamento de Artes Visuais mantendo a teleologia original da Escola de Artes.


Evidente que a experiência não deixou de pagar os tributos ao pioneirismo e que alcançava as raias da temeridade[2]. O formando em Artes Plásticas de Porto Alegre tinha pela frente um caminho na forma de uma corrida de obstáculos que ele descobria, um a um, ao se atrever a enfrentar o caminho até o final. Entre esses obstáculos estavam: - a falta de uma escola formal superior anterior na comunidade ou concorrente na época; - a carência de estímulos da prática efetiva de bolsas de estudos que eram prometidas, mas jamais cumpridas[3]; - as exposições anuais que eram previstas no regimento, mas poucas vezes tornadas efetivas; - todos esses obstáculos balizados por bancas anuais imprevisíveis; - uma prática de arte rotineira e não personalizada; - a redução do ensino formal às técnicas centradas apenas no Desenho.



Esta estreiteza formal foi pontilhada de incompreensões e de conflitos. São particularmente lembrados, no meio cultural de Porto Alegre os conflitos entre Libindo e Augusto Luis de Freitas (1868-1962),. Das relações entre os dois docentes, o que se localizou no AGIA-UFRGS, foi que, no início do ano de 1917, Libindo solicitou, ao presidente do Instituto de Belas Artes, Olinto de Oliveira[4], o contrato para a Escola, do pintor riograndino, que estava no Rio de Janeiro. Augusto Luis veio a Porto Alegre, assumindo, no dia 21 de junho de 1917, as aulas que eram, até aquele momento, de Oscar Boeira [5].



[1] - O Conservatório inicia suas atividades em 1909 com 75 alunos matriculados. A Escola de Artes inicia as suas atividades em março de 1910, com 7 alunos.

[2] - Esta temeridade, e o abismo que o provinciano deveria saltar, podem ser medidos pela leitura na íntegra do texto do Decreto nº 1232 de 02 de janeiro de 1891 que permitia o funcionamento das Faculdades Livres. Com a íntegra deste exigente texto jurídico em mente, também é fácil avaliar as causas e razões dos tropeços que o Instituto de Artes encontrou na porta da universidade a partir de 1934.

[3] - A bolsa prometida por membros da Assembléia de Representantes e não concedida, foi uma das frustrações de Francisco Bellanca, primeiro aluno formado como professor na Escola. (Scarinci 1982, p.30)

[4] - Memorando de Libindo ao Presidente do ILBA de março de 1917. {021REL}


[5] - Relatório de Libindo ao Presidente de 15.12.1917{021REL}. Freitas tomou iniciativas inusitadas, no estreito ambiente da Escola. Introduziu nas aulas de Desenho Figurado do Curso Superior, o ‘Modelo Vivo’ e gestionou para que houvesse aulas gratuitas à noite. Essas começam a funcionar na noite de 12 de setembro e foram até 14 de novembro de 1917 ocorrendo nas 2ªs, 3ªs e 6ª feiras das 20h00 até 22h00. No ano seguinte funcionaram de 11 de julho até 28 de outubro de 1918. No ano seguinte Oscar Boeira reassumiu, até a chegada de Eugênio Latour, em 12 de maio de 1919.

Fig. 02 – Estudantes no atelier da Escola de Artes em 1925. Na foto (da direita para
esquerda do observador)
Luis Augusto de Freitas, Libindo Ferras e Francis Pelichek (único homem sentado)
Fonte da imagem Diário de Pelichek AGIA-UFRGS

Com a erupção da ‘gripe espanhola’, em outubro de 1918, Freitas foi para a Europa e esteve em Roma, pintando os painéis para o Palácio do Governo do Estado[1], que depois foram colocados no Instituto de Educação Flores da Cunha. Augusto Luis de Freitas retornou, em 1925, para a Escola de Artes, onde, em 1922, havia sido contratado Francis Pelichek. O retorno de Freitas culminou com um sério conflito entre ele e Libindo.


Os confrontos entre os dois, e as ex-comunhões recíprocas, podem ser lidos
como o conflito entre a rígida lógica administrativa implementada no espaço institucional por Libindo Ferras e as carências locais. Essa visão administrativa do diretor da EA de Porto Alegre pode ser contraposta com a visão e a representação de Freitas das potencialidades reais da arte, vividas por ele no campo artístico internacional.
Além da diferença de idades, da incompatibilidade de gênios, eram distintas as origens sociais e a formação cultural de ambos. O conflito[2] que ocorreu entre Libindo e Augusto Luis de Freitas parece ter também as suas raízes na carência de um suporte econômico da Escola de Artes, visível na falta de espaço no sistema artístico local. Venceu a visão burocrática e local de Libindo Ferrás que teve como prêmio a sua confirmação pela Comissão Central da permanência no cargo.



[1] - Para os murais do Palácio Piratini, Antônio Parreiras esteve aqui, antes da Iª Guerra Mundial, pintando os painéis e que de fato foram entregues (Proclamação da República do Piratini e Prisão de Tiradentes) mas não maruflados. Freitas, depois da Guerra, fixou-se na saga dos Açorianos e no Combate da Azenha. Aldo Locatelli, depois da I1a Guerra, interpretou o tema do Negrinho do Pastoreio.


[2] - Os respingos, desse conflito, foram registrados no Livro de Atas da Comissão Central dessa forma: (Renato Costa – secretário do Instituto, solicitado pelo Dr. Sarmento Leite) ‘leu o Ofício do professor Libindo Ferraz, director da Escola de Artes sobre o professor Augusto Luis de Freitas, relatando incidente entre os dous professores, offício esse archivado na Secretaria do Instituto e do ofício do professor A. L. de Freitas solicitando exoneração por não poder trabalhar com o professor Libindo Ferraz. O dr. Renato Costa, a propósito desse incidente, relatou a Comissão Central que ouvio os dous professores e que o professor A.L. de Freitas confirmou tudo quanto aleggou o diretor Libindo Ferraz, motivo pelo qual entende dever ser concedida a referida exoneração. A Comissão Central approvou a exoneração concedida e lamentou a perda, archivando-se na secretaria os papeis relativos a este incidente”.

Livro das Atas nº I, da CC-ILBA-RS , f. 34f, sessão do dia 14.10.1925.

Fig. 03 – Francis Pelichek saindo da sua casa em Praga de viagem ao Brasil, em 1920

Fonte da imagem:
Diário de Pelichek com o título “Assim não se Deve ViajarAGIA-UFRGS

Para a visão e o exercício burocrático administrativo, levado por Libindo, a vinda da figura do europeu Francis Pelichek foi providencial. Ele ingressou em 1922 na Escola, como professor e sem fazer a menor exigência estética ou financeira. Exata atitude permitindo administrar o conflito entre o artista profissional e o profissional do magistério, estritamente dentro das condições locais. Contudo, isso não significou subordinação da fina verve irônica e crítica de Pelichek, como se verá adiante

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VEJA MAIS:


DOCUMENTOS – Arquivo Geral do IA-UFRGS

Prédio da Antiga Faculdade de Medicina – CAMPUS CENTRAL – UFRGS

Contato Fone: (0xx51) 3308 3391 E-mail: ahia@ufrgs.br.


TESE : “Origens do Instituto de Artes da UFRGS” texto integral em http://www.ciriosimon.pro.br/aca/aca.html


TESES, DVD’s e CD’ e MONOGRAFIAS: Biblioteca Rua Senhor dos Passos, 248 - 2º andar CEP 90.020-180 Porto Alegre RS - Telefone: (0xx51) 3308 4308 Fone/Fax: (0xx51) 3308 4307 E-mail: bibart@ufrgs.br

terça-feira, 2 de março de 2010

CENTENÁRIO da ESCOLA de ARTES do IA-UFRGS 02


01 - A Escola de Artes no projeto do Instituto
Livre de Belas Artes do Rio Grande do
Sul.


O Sr Libindo Ferras propõe a fundação da Escola de Artes do desenho. [...] A ideia é aprovada”.
Dez dias do mes de fevereiro de mil novecentos e dez - Livro de Atas nº 1 da Comissão Central do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul – 5ª Sessão ordinária -folha. 8.f.

A criação e as competências da Escola de Artes do ILBA-RS.


A Escola de Artes foi autorizada a funcionar, no dia 10 de fevereiro de 1910, pela Comissão
Central do Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul. O fato ocorreu sete meses após o Conservatório abrir suas portas ao público, no dia 05 de julho de 1909. A criação de uma escola formal de Artes Plásticas teria afastado qualquer investidor particular dessa empresa, devido ao elevado custo dos materiais, pela reduzida procura de alunos e a longa formação necessária ao artista.

Fig. 02,- Olinto Olympio de Oliveira (1866-1956) ( a esquerda do observador) Membro Fundador da COMISSÂO CENTRAL do INSTITUTO de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL, seu Presidente de 22.04.1908 - 30.04.1920 e Titular da Diretoria INFANTO MATERNA do MESP de 1930-1945 e Carlos BARBOSA GONÇALVES (1851-1933) presidente do Estado do Rio Grande do Sul de 1908 -1913 – Membro Fundador da COMISSÂO CENTRAL DO INSTITUTO de BELLAS ARTES do RIO GRANDE do SUL.

Pintura de Aldo LOCATELLI do mural do 8º andar do Instituto de Artes da UFRGS

(Veja a ação do Olinto de Oliveira nas artes em Porto Alegre em Damasceno, 1971, pp. 444 até 449)


A EA passou, em 1914, a funcionar numa sala construída especificamente para ela, no mesmo prédio do Conservatório, em cima do sobrado do ILBA-RS. A EA também era denominada ‘Escola de Artes e de Desenho’, pois a quase totalidade das disciplinas do seu currículo era centrada no Desenho. A Pintura só foi introduzida em 1926 [1] enquanto a Escultura, a História da Arte e a Arquitetura, só após a administração de Libindo.

O estudante era admitido aos completar 14 anos e podia percorrer todo o caminho até o Curso Superior e Aperfeiçoamento quando era considerado apto para reproduzir o modelo no seu magistério. Ao sentir-se preparado ele podia saltar etapas solicitando bancas para “exame vago”. Os estudos humanísticos gerais e mesmo os profissionais ele os realizava em estabelecimentos de Porto Alegre credenciados e nos períodos inversos da Escola de Artes.

A singeleza e mesmo a ambição dos seus currículos reflete-se na sua tábua curricular


[1] - Relatórios de Libindo Ferrás arquivado nos requerimentos ao Presidente do ILBA-RS. {036Relat}

Fig. 03,- Os dois currículos da Escola de Artes de 1910 até 1937

A EA manteve-se teimosamente qual um fio de água continuado, ao longo de quase trinta anos[1], sem grande expressão e visibilidade. Nas suas tênues veredas explorava os limites do meio do qual se originou, com um orçamento mínimo, com a falta de experiências anteriores, às distâncias geográficas dos experimentos bem sucedidos em outros centros, contando com uma população de hábitos ainda próximos da Natureza.

As experiências de ensino noturno na Escola de Artes do ILBA-RS, iniciaram no dia 01 de setembro de 1917 [2]. Não havia propriamente uma seriação, adiantamentos e um currículo específico. Os professores Luis Augusto Freitas, Eugênio Latour, Libindo Ferrás e Oscar Boeira eram os mesmos do diurno e ofereciam, de uma forma sintética, o que ensinavam nos cursos diurnos. Apesar de o curso ser gratuito e de sua grande procura, deixou de ser oferecido após 1920, sem maiores registros das causas da sua supressão[3].



A situação inverteu-se inesperadamente quando o Instituto teve a coragem de oferecer novas competências numa vasta gama de saberes associados às Artes Plásticas, com profissionais atuantes no sistema de artes visuais, num lugar e num curso adequado ao meio urbano que se transformava. Em 1936, na administração de Tasso Corrêa, a EA passou a denominar-se Curso de Artes Plásticas (CAP). Com esse novo curso iniciou-se a pensar no ensino de Arquitetura, tanto no aspecto técnico como conceitual. A Modelagem e a Escultura começaram a serem oferecidas por um profissional que procedia da área. O Desenho e as artes gráficas receberam o reforço de profissionais que trabalhavam em editoras industriais locais. As disciplinas da História da Arte e da Estética passaram a costurar o espaço prático do fazer artístico com o mundo das idéias estéticas coerentes com a Universidade Brasileira. A partir do CAP, passa a faltar lugar para os candidatos. Nesse momento, os seus alunos equilibram numericamente e depois ultrapassam os do Conservatório de Música. Consolidou-se a liderança discente do CAP e de forma particular aqueles do Curso de Arquitetura..




[1] - Relatórios de Libindo Ferrás entre 1912 e 1926{011Relat} e depois de 1930 os Relatórios de Francis Pelichek {039-040}

[2] - Em Porto Alegre essa tentativa de aulas noturnas, vinha desde os primórdios do ILBA-RS e também no campo da música. É o que se verifica nos relatórios em 1912 de Olinto de Oliveira. quando ele escreve: “Já tentei mesmo fazer á noute alguns cursos mais próprios para rapazes (instrumentos de sopro, aula especial de canto para homens, com elementos de solfejo). Os resultados, porém, não corresponderam á boa vontade dos professores e aos sacrifícios realizados elo Instituto. A freqüência de taes aulas foi sempre muito pequena, e acabou por ser nula” Olinto de Oliveira, 1912: 38) in {015bRELAT}, {021Relat} e {026Matr}.

[3] - Para essas aulas noturnas consultar os relatórios de Libindo Ferras [{021Relat} e as matrículas dos alunos {026Matr}] Antes dessas aulas noturnas, já no primeiro mês de funcionamento da Escola de Artes houve a tentativa, em 1910, de admitir entre os alunos regularmente matriculados outros não regulamentares e que poderiam ser classificados como de alunos de extensão. A dura e exigente resposta, dada pela presidência, levou ao diretor da Escola a não implementar a experiência. [Pedido de Libindo do dia 02.04.1910 – Resposta da presidência: Oficio no 19 do dia 08.04.1910 {008DOC}] Outros projetos do ensino noturno foram retomados em duas oportunidades distintas. Uma em 1938 quando se implantam os cursos técnicos de Artes Plásticas e de Arquitetura no Instituto de Belas Artes sob a administração universitária [{057MED} Médias dos alunos do IBA de 1936 até 1941]. Outro, no início da década de 1960, quando sob a liderança da Faculdade de Filosofia da URGS, eram oferecidos diversos tipos de cursos noturnos populares [{157Ext} Curso de Extensão da Faculdade de Filosofia da URGS]. Nesses cursos populares trabalharam vários professores, entre os quais estava o professor Aldo Locatelli, que abria a noite o seu atelier no Instituto, com grande afluência de público.

Fig. 04 - Libindo FERRÁS (1877-1951) Membro Fundador da COMISSÃO CENTRAL do INSTITUTO de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL, proponente da criação da ESCOLA de ARTES e seu Diretor de 1910 até 1936

(Ver a obra e ação de Libindo Ferrás em Damasceno, 1971, pp. 403 até 407)


O estudo deste salto é possível após o estudo das contribuições fundamentais da frágil Escola de Artes ao campo das artes. Esta Escola é um fundamento submerso para a percepção da pesquisa, da extensão e do ensino institucionais do atual campo das Artes Visuais no Rio Grande do Sul. O objetivo do presente texto limita-se a acompanhar a emergência, entre 1910 até 1936, do ensino institucional das Artes Plásticas do Instituto de Artes da UFRGS por meio de sua centenária Escola de Artes atualmente sob a denominação de Departamento de Artes Visuais (DAV).


VEJA MAIS:


DOCUMENTOS – Arquivo Geral do IA-UFRGS

Prédio da antiga Faculdade de Medicina – CAMPUS CENTRAL – UFRGS

Contato Fone: (0xx51) 3308 3391 E-mail: ahia@ufrgs.br


TESE : “Origens do Instituto de Artes da UFRGS” texto integral em http://www.ciriosimon.pro.br/aca/aca.html


TESES, DVD’s e CD’ e MONOGRAFIAS: Biblioteca Rua Senhor dos Passos, 248 - 2º andar CEP 90.020-180

Porto Alegre RS - Telefone: (0xx51) 3308 4308 Fone/Fax: (0xx51) 3308 4307 E-mail: bibart@ufrgs.br


DAMASCENO, Athos. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900) Porto Alegre : Globo, 1971. 540p


segunda-feira, 1 de março de 2010

CENTENÁRIO da ESCOLA de ARTES do IA-UFRGS 01

Fig. 01 – LOGO da ESCOLA de ARTES do INSTITUTO LIVRE de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL.

Diploma conferido a Francisco Bellanca , em 1914, - Arquivo UNIRITTER


A ESCOLA de ARTES do INSTITUTO LIVRE de BElAS ARTES do RIO GRANDE do SUL origem do CURSO de ARTES PLÁSTICAS e do DEPARTAMENTO de ARTES VISUAIS do INSTITUTO de ARTES da UNIVERSIDADE FEDERAL do RIO GRANDE do SUL



O Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul (ILBA-RS) - antes, durante e após a criação - foi marcado por uma série de expressões. Entre elas:


Resultado lógico do evoluir da civilização Rio-grandense, o Instituto pairava latente na ordem natural das coisas, só a espera que o fiat criador trovejasse do alto, para que ele surgisse de baixo, aparelhado para os lúcidos destinos”.

Correio do Povo, 22.04.1908 (Cópia datilografada do Arquivo do IA-UFRGS)


O que constitui a pessoa jurídica em associação do tipo da nossa, não é propriamente o conjunto dos sócios; é antes o seu patrimônio, o qual no caso ocorrente, será formado pelas doações e liberalidades das pessoas que verdadeiramente se interessem pelo desenvolvimento das artes entre nós”.

(Livro de Atas nº I f. 3v da Comissão Central do Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul Ata de 01.05.1908.).


"Defender a dignidade do artista e das práticas sociais das artes, elevando-as à sua verdadeira condição de criadores de pensamento, de atividades intelectuais especializadamente profissionais, capazes, portanto, de afirmar a sua autonomia e seu ambiente de competência, sem submeter-se a outras instâncias de reconhecimento do que a do seu próprio círculo de autoridade”.

Scarinci, 1982, p.192.

As expressões, registradas acima, marcaram a origem e o desenvolvimento das artes institucionalizadas no Rio Grande do Sul. Origem concebida no interior de um projeto civilizatório coerente com o regime republicano.


A amplidão e a elevação ao mundo conceitual, destas artes institucionalizadas, serão examinadas numa série de onze artigos. Estes artigos buscam evidenciar o que foi possível realizar nos limites do mundo empírico da Escola de Artes, entre os anos de 1910 até 1936, do campo das Artes Visuais em Porto Alegre.

Fig. 02 – TRÊS LIVROS de ATAS do INSTITUTO LIVRE de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL.

22.04.1908 até, em 06.01.1939, - Arquivo Central do Instituto de Arfes da UFRGS



Destaca-se, no quadro a seguir a linha de tempo (diacronia) e as circunstâncias (sincronia) nas quais se inscreve a Escola de Artes (quadro em destaque em amarelo) cujo centenário de criação ocorreu no 10 de fevereiro de 2010:

Fig. 03 – A ESCOLA de ARTES no ÂMBITO do INSTITUTO LIVRE de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL.

Círio SIMON, - Tese Origens do Instituto de Artes da UFRGS

(Clique em cima da imagem para ampliá-la)


Pelo quadro acima é possível verificar que Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande Sul (ILBA-RS) criou, em 1909, o Conservatório de Música e, em 1910, ativou a Escola de Artes (EA). A Escola era destinada, no seu projeto de origem, ao ensino e ao estudo teórico e prático das artes plásticas, abrangendo o Desenho e a Arquitetura, incluindo as artes aplicadas e as artes e ofícios. A sua implementação correspondeu à primeira tentativa de institucionalizar o ensino formal das Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. O Conservatório de Música, já tivera várias tentativas anteriores (Corte Real, 1984 e Rodrigues, 2000).


Em artigos, subsequentes a este, iremos nos ocupar do que aconteceu na Escola de Artes do Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul:


01 Localização do tema dos artigos a serem aqui publicados.


02 - A Escola de Artes no projeto do Instituto Livre de Belas Artes do Rio Grande do Sul.


03 – A organização interna da Escola de Artes


04 – O sentido do currículo da Escola de Artes e as sementes de um sistema de Artes Plásticas no Estado do Rio Grande do Sul.


05 – Ações na Escola de Artes que qualificam sua reprodução externa .


06 – Francis Pelichek agente na Escola de Artes e seus relatórios.


07 – A reprodução da competência institucional da Escola de Artes do IBA-RS


08 – Confronto entre as Escolas Superiores Livres e a Universidade Estatal Nacional


09 – A universidade e a emergência dos agentes intelectuais artistas


10 – A escalada dos artistas profissionais para incluir o IBA-RS na universidade


11 – As relações tumultuadas entre IBA-RS e a Universidade de Porto Alegre.


12 – A Escola de Artes do IBA-RS conclui o seu ciclo.


Cem anos após a sua criação, a Escola de Artes continua a sua tarefa sob o nome de Departamento de Artes Visuais (DAV) do Instituto de Artes (IA) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esta mesma Escola denominou-se, entre 1936-1970, Curso de Artes Plásticas (CAP).


Saiba mais em:


1 CORONA, Fernando (1895-1979) Caminhada nas artes (1940-1976) Porto Alegre : UFRGS/IEL/DAC/SEC 1977. 241p.

2 ____. Manuscritos e Diários. Porto Alegre : GEDAB/Faculdade de Arquitetura UFRGS. Constituído de 35 cadernos.


3 CORTE REAL, Antônio. «O Instituto de Artes na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1908-1962)» in Subsídios para a História da Música no Rio Grande do Sul. 2.ed. Porto Alegre : Movimento, 1984. pp.234-289.


4 DAMASCENO, Athos. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900) Porto Alegre : Globo, 1971. 540p.


5 FIORE, Renato Holmer. Arquitetura Moderna e Ensino de Arquitetura: cursos em Porto Alegre de 1944-1954. Porto Alegre : PUC/ dissertação, 1992. 429 fls+ anexos.


7 KERN, Maria Lúcia Bastos. Les origines de la peinture "Moderniste” au Rio Grande do Sul - Brésil. Paris : Université de Paris I- Panthéon.Sorbonne , tese, 1981. 435 fls.


8 PIETA, Marilene. A pintura no Rio Grande do Sul (1959-1970). Porto Alegre : PUC/RS Dissertação 1988 447 fls.

9 ____. A modernidade da pintura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre : Sagra-Luzzatto. 1995. 273p. il. Col.


10 REIS GARCIA, Rose Marie. «A Formação do professor na UFRGS : problemática da licenciatura em Educação Artística – habilitação música». Porto Alegre : UFRGS- Pró-Reitoria de Graduação: GT Licenciaturas, julho 1988, (policopiado - sem paginação).


11 RODRIGUES, Cláudia Maria Leal. Institucionalizando o ofício de ensinar: um estudo histórico sobre a educação musical em Porto Alegre (1877-1918). Porto Alegre : Departamento de Música IA-UFRGS, dissertação, 2000. 236 fls.


12 SCARINCI, Carlos. A gravura no Rio Grande do Sul (1900-1980). Porto Alegre : Mercado Aberto, 1982. 224p. + il. col.


13 SILVA, Pery Pinto da et SOARES, Mozart Pereira. Memória da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1934-1964). Porto Alegre : UFRGS, 1992. 234p.


14 TREVISAN, Armindo. «O Instituto de Artes da UFRGS». in Veritas. Porto Alegre : PUC- RS, vol. 38, nº.156. pp.687-96. Dez 1994.


PESQUISE outros DOCUMENTOS no:


ARQUIVO GERAL do INSTITUTO de ARTES, Prédio da antiga Faculdade de Medicina – CAMPUS CENTRAL – UFRGS Contato Fone: (0xx51) 3308 3391 E-mail: ahia@ufrgs.br

Fig. 04 – RELATÒRIO de PESQUISAS e REPRODUÇÂO FAC-SÌMILE de DOCUMENTOS da ESCOLA de ARTES do INSTITUTO LIVRE de BELAS ARTES do RIO GRANDE do SUL.

Círio SIMON, - Desdobramento da tese Origens do Instituto de Artes da UFRGS

O presente artigo é uma resenha de um capitulo da obra acima que está disponível para consulta na Biblioteca do Instituto de Artes da UFRGS acompanhado de um CD-ROM e DVD.


BIBLIOTECA CARLOS BARBOSA, Rua Senhor dos Passos, 248 - 2º andar CEP 90.020-180 Porto Alegre RS - Telefone: (0xx51) 3308 4308 Fone/Fax: (0xx51) 3308 4307 E-mail: bibart@ufrgs.br

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